sábado, 30 de julho de 2011

Pr. Jonathan Ferreira dos Santos


Origem e preparo teológico

A origem do pastor Jonathan é muito humilde. Tendo nascido em uma família pobre, começou a trabalhar cedo. Ainda criança, vendia frutas para ajudar no orçamento da família. Só aos sete anos de idade é que ganhou seu primeiro par de sapatos.

Contudo, as dificuldades financeiras não foram empecilho à vocação divina. Jonathan Ferreira dos Santos formou-se no Seminário Presbiteriano de Campinas, instituição de renome no meio evangélico brasileiro. Após sua graduação, a Junta de Missões Nacionais da Igreja Presbiteriana do Brasil colocou diante dele três opções: Porto Alegre, RS; Dracena, SP, e Cianorte, PR. Após orar, deixou a decisão para a própria Junta. Como não havia ninguém disposto a ir para Cianorte, esse foi o campo que lhe designaram.

Em janeiro de 1962, o Pr. Jonathan e D. Euza dirigiram-se a Cianorte. As estradas eram ruins, não havia asfalto, as travessias dos rios eram feitas em balsas. Sua esposa deixara um excelente emprego. D. Euza, pessoa fina e requintada, sofreu com as dificuldades que havia na Cianorte dos anos 60. Mas Deus abriu as portas e foi suprindo as necessidades. Poucos meses depois que o casal havia chegado à cidade, D. Euza foi nomeada diretora da única escola que havia em Cianorte.

Devido à sua formação teológica, resistia a princípio as idéias pentecostais. Mas participou de um encontro de avivamento em Belo Horizonte, dirigido pelo pastor Enéias Tognini, e ali foi batizado com o Espírito Santo. Seu ministério tomou uma nova direção.

Fundação do Instituto Bíblico

Em 12 de agosto de 1965, o pastor Jonathan fundou o Instituto Bíblico Presbiteriano de Cianorte. Funcionava inicialmente nas dependências da Igreja Presbiteriana, à rua Porto Seguro. "Era um instituto que não tinha prédio, nem professores, mas tinha alunos", brinca o pastor Jonathan.

Contudo, aquele projeto estava no coração de Deus. Em janeiro de 1966, o pastor Jonathan recebeu a doação de uma quadra inteira para lá instalar o Instituto Bíblico. Vieram alunos dos estados de Goiás, Rio de Janeiro, Santa Catarina e de muitos outros lugares do Brasil. Os anos de 1966 a 1976 foram marcados pelas mais poderosas manifestações de Deus, relata o Pr. Jonathan.

O Pr. Adolfo Neves foi aluno do Instituto nos anos de 1968 a 1971. Naquela época o número de alunos chegou a 120. Segundo ele, o trabalho do pastor Jonathan foi marcado pela coragem e pela determinação.

Também o pastor Lauro Celso de Souza conheceu o pastor Jonathan na década de 1960. Oraram juntos muitas vezes, fizeram diversas vigílias e viagens. Numa frase de rara inspiração, disse o pastor Lauro: "Tive e tenho o pastor Jonathan como ministro referencial do Evangelho de Jesus Cristo".

Em 1976, o pastor Jonathan saiu de Cianorte e foi para Londrina. Depois, foi para São Paulo. Há diversos anos, dirige a Missão Antioquia, sediada no Vale da Bênção, em Araçariguama, SP. Lá é feito um trabalho assistencial em que se cuida de 400 crianças. A Missão Antioquia tem mais de 100 missionários em 20 países. A visão que deu à luz a Missão Antioquia nasceu em reuniões de oração realizadas no Instituto Bíblico de Cianorte.
 
Diretores do Seminário de Cianorte

Desde o ano 2000, o Seminário de Cianorte está sob a direção do pastor Esdras Mendes Linhares. Foram diretores desta instituição: Jonathan Ferreira dos Santos, Décio de Azevedo, Enoque Pereira Borges, Joel Ribeiro de Camargo, Palmiro Francisco de Andrade, José Sidney Dantas, Altair do Carmo Mateus Nunes e Joel de Campos Perroud.


Pr. Rubens Paes
e Pr. Francisco Barretos
http://www.iprb.org.br/biografias/JonathanFSantos.htm 
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Publicado no Jornal Aleluia de outubro de 2002

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Jerônimo Savonarola, o mártir de Florença.

(Pregador)
1452 - 1498


O povo de toda a Itália afluía, em número sempre crescente, a Florença. A famosa Duomo não mais comportava as enormes multidões. O pregador, Jerônimo Savonarola, abrasado com o fogo do Espírito Santo e sentindo a iminência do julgamento de Deus, trovejava contra o vício, o crime e a corrupção desenfreada na própria Igreja.

O povo abandonou a leitura das publicações torpes e mundanas, para ler os sermões do ardente pregador: deixou os cânticos das ruas, para cantar os hinos de Deus. Em Florença, as crianças fizeram procissões, coletando as máscaras carnavalescas, os livros obscenos e todos os objetos supérfluos que serviam à vaidade. Com isso formaram em praça pública uma pirâmide de vinte metros de altura e atearam-lhe fogo.

Enquanto o monte ardia, o povo cantava hinos e os sinos da cidade dobravam em sinal de vitória.


Jerônimo era terceiro dos sete filhos da família. Nasceu de pais cultos e mundanos, mas de grande influência. Seu avô paterno era um famoso médico na corte do duque de Ferrara e os pais de Jerônimo planejavam que o filho ocupasse o lugar do avô. No colégio, era aluno esmerado. Mas os estudos da filosofia de Platão e de Aristóteles, deixara-lhe com a alma sequiosa. Foram sem dúvida os escritos de Tomaz de Aquino que mais o influenciaram (a não ser as próprias Escrituras) a entregar inteiramente o coração e a vida a Deus. Quando ainda menino, tinha o costume de orar e, ao crescer, o seu ardor em oração aumentou.

A decadência da igreja, cheia de toda a qualidade de vícios e pecado, o luxo e a ostentação dos ricos em contraste com a profunda pobreza dos pobres, magoavam-lhe o coração. Passava muito tempo sozinho nos campos e à beira do rio Pó em contemplação perante Deus, ora cantando, ora chorando conforme os sentimentos lhe ardiam no peito. Quando ainda jovem, Deus começou a falar-lhe em visões. A oração era sua grande consolação; os degraus do altar, onde se prostrava horas a fio, ficavam repetidamente molhados de suas lágrimas.

Houve um tempo em que Jerônimo começou a namorar certa moça florentina. Mas quando ela mostrou ser desprezo alguém de sua orgulhosa família Strozzi, unir-se a alguém da família de Savonarola, Jerônimo abandonou para sempre a ideia de casar-se. Voltou a orar com crescente ardor. Enojado do mundo, desapontado acerca de seus próprios anelos, sem achar uma pessoa compassiva a quem pudesse pedir conselhos, e cansado de presenciar injustiças e perversidades que o cercavam, coisas que não podia remediar, resolveu abraçar a vida monástica.

Ao apresentar-se no convento não pediu o privilégio de se tornar monge, mas rogou que o aceitassem para fazer os serviços mais vis, da cozinha, da horta e do mosteiro.

Na vida do claustro, Savonarola passava ainda mais tempo em oração, jejum e contemplação perante Deus. Sobrepujava todos os outros monges em humildade, sinceridade e obediência, sendo apontado para lecionar filosofia, posição que ocupou até sair do convento.

Depois de passar sete anos no mosteiro de Bolongna, frei (irmão) Jerônimo foi para o convento de São Marcos em Florença. Grande foi o seu desapontamento ao ver que o povo de florentino era tão depravado como os dos demais lugares (Até então ainda não reconhecia que somente a fé em Deus salva o pecador).

Ao completar um ano no convento de São Marcos, foi apontado instrutor dos noviciados e, por fim, designado pregador do mosteiro. Apesar de ter ao seu dispor uma excelente biblioteca, Savonarola utilizava-se cada vez mais da Bíblia como o seu livro de instrução.

Sentia cada vez mais o terror e a vingança do Dia do Senhor que se aproxima e, às vezes, entregava-se a trovejar do púlpito contra a impiedade do povo. Eram tão poucos os que assistiam às suas pregações que Savonarola resolveu dedicar-se inteiramente à instrução dos noviciados. Contudo, como Moisés, não podia escapar à chamada de Deus !

Certo dia, ao dirigir-se a uma feira viu, repentinamente, em visão os céus abertos e passando perante os seus olhos todas as calamidades que sobrevirão à igreja. Então lhe pareceu uma voz do Céu ordenando-lhe anunciar estas coisas ao povo.

Convicto de que a visão era do Senhor começou novamente a pregar com voz de trovão. Sob a nova unção do Espírito Santo a sua condenação ao pecado era feita com tanto ímpeto que muitos dos ouvintes depois andavam atordoados sem falar nas ruas. Era coisa comum durante seus sermões homens e mulheres de todas as idades e de todas as classes romperem em veemente choro.

O ardor de Savonarola na oração aumentava dia após dia e sua fé crescia na mesma proporção. Frequentemente, ao orar, caía em êxtase. Certa vez, enquanto sentado no púlpito, sobreveio-lhe uma visão durante a qual ficou imóvel por cinco horas enquanto o seu rosto brilhava e os ouvintes na igreja o contemplavam.

Em toda a parte onde Savonarola pregava seus sermões contra o pecado produziam profundo terror. Os homens mais cultos começaram então a assistir às pregações em Florença, foi necessário realizar as reuniões na Duomo, famosa catedral, onde continuou a pregar durante oito anos. O povo se levantava à meia-noite e esperava na rua até a hora de abrir a catedral.

O corrupto regente de Florença, Lorenzo Médici, experimentou todas as formas: a bajulação, as peitas, as ameaças e os rogos para induzir Savonarola a desistir de pregar contra o pecado e, especialmente contra a perversidade do regente. Por fim, vendo que tudo era debalde, contratou o famoso pregador Frei Mariano, para pregar contra Savonarola. Frei Mariano pregou um sermão, mas o povo não prestou atenção à sua eloquência e astúcia e ele não ousou mais pregar.

Nessa altura Savonarola profetizou que Lorenzo, o Papa e o rei de Nápoles morreriam dentro de um ano, e assim sucedeu.

Depois da morte de Lorenzo, Carlos VIII, da França, invadiu a Itália e a influência de Savonarola aumento ainda mais. O povo abandonou a literatura torpe e mundana para ler os sermões do famoso pregador. Os ricos socorriam os pobres em vez de oprimi-los. Foi neste tempo que o povo fez a grande fogueira, na "piazza" de Florença e queimou grande quantidade de artigos usados para alimentar vícios e vaidade. Não cabiam mais pessoas na grande Duomo o seu imenso auditório.

Contudo, o sucesso de Savonarola foi muito curto. O pregador foi ameaçado, excomungado e, por fim, no ano de 1498 por ordem do Papa foi enforcado e queimado em praça pública. Com as palavras: "O Senhor sofreu tanto por mim!" , terminou a vida de um dos maiores e mais dedicados mártires de todos os tempos.

Apesar de ele continuar até a morte a sustentar muitos dos erros da Igreja Romana, ensinava que todos os que são realmente crentes estão na verdadeira Igreja. Alimentava continuamente a alma com a palavra de Deus. As margens das páginas da sua Bíblia estão cheias de notas escritas enquanto meditava nas Escrituras. Conhecia uma grande parte da Bíblia de cor e podia abrir o livro instantaneamente e achar qualquer texto. Passava noites inteiras em orações e foram-lhe dadas revelações quando em êxtase, ou por visões. Seus livros sobre "  Humildade", "A Oração", "O Amor". etc.., continuam a exercer grande influência sobre os homens. Destruíram o corpo desse precursor da Grande Reforma, mas não puderam apagar as verdades que Deus, por seu intermédio, gravou no coração do povo .

William Seymour e a Rua Azusa


William J. Seymour
Muitas igrejas têm orado para um Pentecoste, e o Pentecoste veio. A pergunta agora é, será que o elas aceitarão? Deus respondeu de uma forma que elas não procuraram. Ele veio de uma forma humilde, como no passado, nascido em uma manjedoura. - The Apostolic Faith, setembro de 1906
 
Agora só uma palavra relativa ao irmão Seymour, que é o líder do movimento debaixo de Deus. Ele é o homem mais manso que eu já encontrei. Ele caminha e conversa com Deus. O poder dele está na sua fraqueza. Ele parece manter uma dependência desamparada em Deus e é tão simples como uma pequena criança, e ao mesmo tempo ele está tão cheio de Deus que você sente o amor e o poder toda vez que você chegar perto dele. - W H Durham, The Apostolic Faith, fevereiro / marco de 1907
 
O avivamento da Rua Azusa, na cidade de Los Angeles - EUA, tem marcado profundamente o Cristianismo dos últimos cem anos. Hoje, dos 660 milhões de cristãos protestantes e evangélicos no mundo, 600 milhões pertençam a igrejas que foram diretamente influenciadas pelo avivamento da Rua Azusa (Pentecostais, Carismáticos, Terceira-Onda etc).1
 
O início do avivamento começou com o ministério do Charles Fox Parham. Em 1898 Parham abriu um ministério, incluindo uma escola Bíblica, na cidade de Topeka, Kansas. Depois de estudar o livro de Atos, os alunos da escola começaram buscar o batismo no Espírito Santo, e, no dia 1° de janeiro de 1901, uma aluna, Agnes Ozman, recebeu o batismo, com a manifestação do dom de falar em línguas estranhas. Nos dias seguintes, outros alunos, e o próprio Parham, também receberam a experiência e falaram em línguas.2
 
Nesta época, as igrejas Holiness ("Santidade"), descendentes da Igreja Metodista, ensinaram que o batismo no Espírito Santo, a chamada "segunda benção", significava uma santificação, e não uma experiência de capacitação de poder sobrenatural. Os dons do Espírito Santo, tais como falar em línguas estranhas, não fizeram parte da sua teologia do batismo no Espírito. A mensagem do Parham, porém, foi que o batismo no Espírito Santo deve ser acompanhado com o sinal miraculoso de falar em línguas. 

Parham, com seu pequeno grupo de alunos e obreiros, começou pregar sobre o batismo no Espírito Santo, e também iniciou um jornal chamado "The Apostolic Faith" (A Fé Apostólica). Em Janeiro de 1906 ele abriu uma outra escola Bíblica na cidade de Houstan, Texas. 

Um dos alunos esta escola foi o William Seymour. Nascido em 1870, filho de ex-escravos, Seymour estava pastoreando uma pequena igreja Holiness na cidade, e já estava orando cinco horas por dia para poder receber a plentitude do Espírito Santo na sua vida. 

Seymour enfrentou as leis de segregação racial da época para poder freqüentar a escola. Ele não foi autorizado ficar na sala de aula com os alunos brancos, sendo obrigado a assistir as aulas do corredor. Seymour também não pude orar nem receber oração com os outros alunos, e conseqüentemente, não recebeu o batismo no Espírito Santo na escola, mesmo concordando com a mensagem. 

Uma pequena congregação Holiness da cidade de Los Angeles ouviu sobre Seymour e o chamou para ministrar na sua igreja. Mas quando ele chegou e pregou sobre o batismo no Espírito Santo e o dom de línguas, Seymour logo foi excluído daquela congregação. 

Sozinho na cidade de Los Angeles, sem sustento financeiro nem a passagem para poder voltar para Houston, Seymour foi hospedado por Edward Lee, um membro daquela igreja, e mais tarde, por Richard Asbery. Seymour ficou em oração, aumentando seu tempo diário de oração para sete horas por dia, pedindo que Deus o desse "aquilo que Parham pregou, o verdadeiro Espírito Santo e fogo, com línguas e o amor e o poder de Deus, como os apóstolos tiveram."1
 
Uma reunião de oração começou na casa da família Asbery, na Rua Bonnie Brae, número 214. O grupo levantou uma oferta para poder trazer Lucy Farrow, amiga de Seymour que já tinha recebido o batismo no Espírito Santo, da cidade de Houston. Quando ela chegou, Farrow orou para Edward Lee, que caiu no chão e começou falar em línguas estranhas. 

Naquela mesma noite, 9 de abril de 1906, o poder do Espírito Santo caiu na reunião de oração na Rua Bonnie Brae, e a maioria das pessoas presentes começaram falar em línguas. Jennie Moore, que mais tarde se casou com William Seymour, começou cantar e tocar o piano, apesar de nunca tiver aprendido a tocar. 

A partir dessa noite, a casa na Rua Bonnie ficou lotado com pessoas buscando o batismo no Espírito Santo. Dentro de poucos dias, o próprio Seymour também recebeu o batismo e o dom de línguas. 

Uma testemunha das reuniões na Rua Bonnie Brae disse: 

Eles gritaram durante três dias e três noites. Era Páscoa. As pessoas vieram de todos os lugares. No dia seguinte foi impossível chegar perto da casa. Quando as pessoas entraram, elas caiaram debaixo do poder de Deus; e a cidade inteira foi tocada. Eles gritaram lá até as fundações da casa cederam, mas ninguém foi ferido. Durante esses três dias havia muitas pessoas que receberam o batismo. Os doentes foram curados e os pecadores foram salvos assim que eles entraram.1
 

 
Rua Azusa, 312
Sabendo que a casa na Rua Bonnie Brae estava ficando pequena demais para as multidões, Seymour e os outros procuravam um lugar para se reunir. Eles acharam um prédio, na Rua Azusa, número 312, que tinha sido uma igreja Metodista Episcopal mas, depois de ser danificado num incêndio, foi utilizado como estábulo e depósito. Depois de tirar os escombros, e construir um púlpito de duas caixas de madeira e bancos de tábuas, o primeiro culto foi realizado na Rua Azusa no dia 14 de abril de 1906.

Muitos cristãos na cidade de Los Angeles e cidades vizinhas já estavam esperando por um avivamento. Frank Bartleman e outros estiveram pregando e intercedendo por um avivamento como aquilo que Deus estava derramando sobre o país de Gales

Num folheto escrito em novembro de 1905, Barteman escreveu: 

A correnteza do avivamento está passando pela nossa porta... O espírito de avivamento está chegando, dirigido pelo sopro de Deus, o Espírito Santo. As nuvens estão se juntando rapidamente, carregadas com uma poderosa chuva, cuja precipitação demorará apenas um pouco mais. 
Heróis se levantarão da poeira da obscuridade e das 
circunstâncias desprezadas, cujos nomes serão escritos nas páginas eternas da fama Celestial. O Espírito está pairando novamente sobre a nossa terra, como no amanhecer da criação, e o decreto de Deus saía: "Haja luz"... 
Mais uma vez o vento do avivamento está soprando ao redor do mundo. Quem está disposto a pagar o preço e responder ao chamado para que, em nosso tempo, nós possamos viver dias de visitação Divina?3
 
O pastor da Primeira Igreja Batista, Joseph Smale, visitou o avivamento em Gales, e reuniões de avivamento continuavam para alguns meses na sua igreja, até que ele foi demitido pela liderança. Bartleman escreveu e recebeu cartas de Evan Roberts, o líder do avivamento de Gales. Mas o avivamento começou com o pequeno grupo de oração dirigido por Seymour. Depois de visitar a reunião na Rua Bonnie Brae, Bartleman escreveu: 

Havia um espírito geral de humildade manifesto na reunião. Eles estavam apaixonados por Deus. Evidentemente o Senhor tinha achado a pequena companhia, ao lado de fora como sempre, através de quem Ele poderia operar. 
Não havia uma missão no país onde isso poderia ser feito. Todas estavam nas mãos de homens. O Espírito não pôde operar. Outros mais pretensiosos tinham falhados. Aquilo que é estimado por homem foi passado mais uma vez e o Espírito nasceu novamente num "estábulo" humilde, por fora dos estabelecimentos eclesiásticos como sempre.3
 
Interesse nas reuniões na Rua Azusa aumentou depois do terrível terremoto do dia 18 de abril, que destruiu a cidade vizinha de San Francisco. Duras críticas das reuniões nos jornais da cidade também ajudavam a espalhar a noticia do avivamento. 

Como no avivamento de Gales, as reuniões não foram dirigidas de acordo com uma programação, mas foram compostos de orações, testemunhos e cânticos espontâneos. No jornal da missão, também chamado "The Apostolic Faith", temos a seguinte descrição dos cultos: 

"As reuniões foram transferidas para a Rua Azusa, e desde então as multidões estão vindo. As reuniões começam por volta das 10 horas da manhã, e mal conseguem terminar antes das 20 ou 22 horas, e às vezes vão até às 2 ou 3 horas da madrugada, porque muitos estão buscando e outros estão caídos no poder de Deus. As pessoas estão buscando no altar três vezes por dia, e fileiras e mais fileiras de cadeiras precisam ser esvaziadas e ocupadas com os que estão buscando. Não podemos dizer quantas pessoas têm sido salvas, e santificadas, e batizadas com o Espírito Santo, e curadas de todos os tipos de enfermidade. 
Muitos estão falando em novas línguas e alguns estão indo para campos missionários com o dom de línguas. Estamos buscando mais do poder de Deus."4
Frank Bartleman também escreveu sobre os cultos na Rua Azusa: 

O irmão Seymour normalmente se sentou atrás de duas caixas de sapato vazias, uma em cima da outra. Ele acostumava manter sua cabeça dentro da caixa de cima durante a reunião, em oração. Não havia nenhum orgulho lá. Os cultos continuavam quase sem parar. Almas sedentas poderiam ser encontradas debaixo do poder quase qualquer hora, da noite ou do dia. O lugar nunca estava fechado nem vazio. As pessoas vieram para conhecer Deus. Ele sempre estava lá. Conseqüentemente, foi uma reunião contínua. A reunião não dependeu do líder humano. Naquele velho prédio, com suas vigas baixas e chão de barro, Deus despedaçou homens e mulheres fortes, e os juntou novamente, para a Sua glória. Era um processo tremendo de revisão. O orgulho e a auto-asserção, o ego e a auto-estima, não podiam sobreviver lá. O ego religioso pregou seu próprio sermão funerário rapidamente. 
Nenhum assunto ou sermão foi anunciado de antemão, e não houve nenhum pregador especial por tal hora. Ninguém soube o que poderia acontecer, o que Deus faria. Tudo foi espontâneo, ordenado pelo Espírito. Nós quisemos ouvir de Deus, através de qualquer um que Ele poderia usar para falar. Nós tivemos nenhum "respeito das pessoas." O rico e educado foi igual ao pobre e ignorante, e encontrou uma morte muito mais difícil para morrer. Nós reconhecemos somente a Deus. Todos foram iguais. Nenhuma carne poderia se gloriar na presença dele. 
Ele não pôde usar o opiniático. Essas foram reuniões do Espírito Santo, conduzidas por Deus. Teve que começar num ambiente pobre, para manter o elemento egoísta, humano, ao lado de fora. Todos entraram juntos em humildade, aos pés dele.3
 
Notícias sobre as reuniões na Rua Azusa começaram a se espalhar, e multidões vierem para poder experimentar aquilo que estava acontecendo. Além daqueles que vierem dos Estados Unidos e da Canadá, missionários em outros países ouvirem sobre o avivamento e visitavam a humilde missão. A mensagem, e a experiência, "Pentecostal" foi levada para as nações. Novas missões e igrejas Pentecostais foram estabelecidas, e algumas denominações Holiness se tornaram igrejas Pentecostais. Em apenas dois anos, o movimento foi estabelecido em 50 nações e em todas as cidades nos Estados Unidos com mais de três mil habitantes.5
 
A influência da missão da Rua Azusa começou a diminuir à medida que outras missões e igrejas abraçaram a mensagem e a experiência do batismo do Espírito Santo. Uma visita de Charles Parham à missão, em outubro de 1906, resultou em divisão e o estabelecimento de uma missão rival. Parham não se conformava com a integração racial do movimento, e criticou as manifestações que ele viu nas reuniões. 

Em setembro de 1906 a Missão da Rua Azusa lançou o jornal "The Apostolic Faith", que foi muito usado para espalhar a mensagem Pentecostal, e continuou até maio de 1908, quando a mala direta do jornal foi indevidamente transferida para a cidade de Portland, assim efetivamente isolando a missão de seus mantenedores. 

O avivamento da Rua Azusa durou apenas três anos, mas foi instrumental na criação do movimento Pentecostal, que é o maior segmento da igreja evangélica hoje. William H. Durham recebeu seu batismo no Espírito Santo em Azusa, formando missionários na sua igreja em Chicago, como E. N. Bell (fundador da Assembleia de Deus dos EUA), Daniel Berg (fundador da Assembleia de Deus no Brasil) e Luigi Francescon (fundador da Congregação Cristã no Brasil).6

Pr Paul David Cull
Ministério Avivamento Já

http://www.avivamentoja.com/pmwiki.php?n=Passado.Azusa 

quinta-feira, 28 de julho de 2011

História dos Avivamentos Espirituais


JELSON BECKER

História dos Avivamentos Espirituais

Avivamento é quando o Espírito Santo renova, reaviva e desperta a igreja sonolenta, abatida e corrompida pelo pecado. É revitalização onde já existiu vida. Ou, como disse Robert Coleman, é "o retorno de algo à sua verdadeira natureza e propósito".

Segundo  o Dr. Martin Loyd-Jones: “É uma experiência na vida da Igreja quando o Espírito Santo realiza uma obra incomum. Ele a realiza, primeiramente, entre os membros da Igreja: é um reviver dos crentes. Não se pode reviver algo que nunca teve vida; assim, por definição, o avivamento é primeiramente uma vivificação, um revigoramento, um despertamento de membros de igreja que se acham letárgicos, dormentes, quase moribundos".

Quando há esse impacto da obra do Espírito de Deus na vida da igreja, os resultados imediatos do avivamento são sentidos no povo de Deus: senso inequívoco da presença de Deus; oração fervorosa e louvor sincero; convicção de pecado na vida das pessoas; desejo profundo de santidade de vida e aumento perceptível no desejo de pregação do evangelho. Em outras palavras, a igreja amortecida e tristemente doente é a primeira a ser beneficiada pelo avivamento.

Outro mito muito freqüente é afirmar que algumas igrejas são "frias" e outras mais "espirituais". Não existem igrejas frias! Existem sim, pessoas frias, mortas ou acomodadas espiritualmente! Isso existe!

Todo avivamento espiritual promovido por Deus, tem o objetivo final de transformar a sociedade não-cristã. Isto acontece porque, além da atuação soberana do Espírito Santo no mundo, na igreja passa a existir uma conscientização profunda de sua missão; isto é, a missão integral de servir o mundo evangelística e socialmente. No avivamento a igreja vive a missão para a qual foi chamada.

A sociedade não-cristã, por sua vez, volta-se para Deus em resposta ao evangelho. Acertadamente o Dr. Héber de Campos comenta que "o reavivamento começa na igreja e termina na comunidade maior onde ela vive. Os efeitos do reavivamento são muito mais perceptíveis nas mudanças morais que acontecem na região ou num país onde ele acontece. Ele não se limita simplesmente aos membros das igrejas atingidas pela obra de Deus. Ele causa impacto em toda a comunidade onde a igreja de Deus está inserida".

Ao fazermos uma análise histórica dos fatos e acontecimentos, desde o povo de Israel na Antiga Aliança, até a igreja de nossos dias, no Novo Testamento percebemos que o povo tem oscilado entre ondas de grande avivamento espiritual e períodos de profundas trevas e degradação pecaminosa.

Associado a cada período de avivamento espiritual observamos que o antecedeu um longo período de intercessão, jejum e oração. Na verdade os avivamentos espirituais precisam ser gerados espiritualmente por intercessores, em nosso Seminário sobre Avivamento Espiritual desenvolvemos com maior propriedade esse tema, porém é importante que você tenha em mente um pequeno resumo dos principais avivamentos espirituais da história.

Destacam-se pelo menos doze movimentos de avivamento só nas páginas do Antigo Testamento, isso sem nos aprofundarmos em cada um dos reis que lideraram o reino do norte (Israel) e reino do sul(Judá).

No Novo Testamento a Igreja Primitiva apresenta-se como uma igreja avivada, mas ainda em Atos, percebemos que Deus precisou despertá-los espiritualmente, os pais da igreja ao longo dos séculos seguintes nos deixaram inúmeros relatos de avivamentos espirituais que vieram sobre cada geração de cristãos.

Infelizmente a história também nos mostra que tristemente ocorreram negros períodos de falta de avivamento, em especial destaco a Idade Média.

Existe pelo menos quatro fatores que precedem cada avivamento, porém não são comuns a todos.  O texto que segue abaixo foi resumido a partir  do livro "The Solemn Assembly" (A Assembléia Solene) por Richard Owen Roberts-1989.

1) Declínio Espiritual e Moral. Cada avivamento é precedido por um período de declínio moral e espiritual entre o povo de Deus. Como exemplos que ilustram este problema, podemos citar Êxodo 32 e 33, onde o declínio incluiu a fabricação do bezerro de ouro para ser adorado; e no tempo de Davi, que foi precedido por mais de seis décadas em que a Arca da Aliança de Deus estava fora do lugar certo em Jerusalém.

2) Execução do Juízo Divino. Sem exceção, os avivamentos sempre foram precedidos por alguma espécie de juízo da parte de Deus. Enquanto alguns destes juízos foram imediatos e finais, resultando em mortes entre os ímpios, outros foram misericordiosos e redentores, resultando em quebrantamento, oração, arrependimento e intensa busca da face de Deus.

3) Surgimento Líder ou Líderes Consagrados ao Senhor. Este fato pode ser ilustrado, examinando a relação completa dos avivamentos no Velho Testamento:

a) Avivamento com Moisés – (Êxodo 32 e 33)
b) Avivamento com Samuel – (1 Samuel 7, com capítulos 1-6 dando o contexto)
c) Avivamento com Davi – (2 Samuel 6,7)
d) Avivamento com Asa – (2 Crônicas 14-16)
e) Avivamento com Josafá – (2 Crônicas 17-20)
f) Avivamento com Jeoiada – (2 Crônicas 23,24)
g) Avivamento com Ezequias – (2 Crônicas 29-32)
h) Avivamento com Josias – (2 Crônicas 34,35)
i) Avivamento com Zorobabel – (Esdras 1-6)
j) Avivamento com Esdras – (Esdras 7-10)
k) Avivamento com Neemias – (Neemias 1-13)
l) Avivamento com Joel – ( Joel 1, 2)

Obviamente, em cada caso Deus mesmo levantou um líder que tinha o pesado encargo das necessidades morais e espirituais do seu povo. As palavras de Moisés em Êxodo 32.32 destacam isso enfaticamente:

"Agora, peço-te, perdoa o seu pecado; ou, se não, risca-me do livro que escreveste". O intercessor é essa pessoa que se coloca na "brecha" para intermediar espiritualmente pelo povo (Ez 22:30-31).

4) Manifestação Extraordinária do Poder de Deus. Embora esta ação tenha sido diferente em cada avivamento, a mais freqüente tomada era da Assembléia Solene. Outra vez, observemos o que aconteceu em cada caso.

a) Êxodo 33.7-11 – Moisés tomou a tenda e armou-a fora do arraial, a uma boa distância do arraial.  Chamou a este lugar de "tenda do encontro", e exigia a todos que quisessem buscar ao Senhor que fossem para fora do arraial, para longe do local do pecado, ao tabernáculo, para encontrar-se com o Senhor.

b) 1 Samuel 7.5,6 – Samuel ordenou que todo Israel se ajuntasse em Mispa, numa Assembléia Solene, onde orou por eles, e onde jejuaram e confessaram seus pecados.

c) 2 Samuel 6.14 e 1 Crônicas 13-18 – Depois de um princípio desastrado, quando pecaram contra o Senhor colocando a Arca da Aliança num carro novo (o método filisteu), Davi e o povo a carregaram de acordo com a Palavra do Senhor, em humilhação com regozijo. Davi dançou diante de Deus com toda sua força, cingido de uma estola sacerdotal de linho.

Depois de colocar de lado sua coroa e roupagens reais, Davi portou-se como um homem comum entre homens comuns. Embora não haja menção de uma Assembléia Solene no relato de 2 Samuel, a passagem paralela de 1 Crônicas a reconta em detalhes.

d) 2 Crônicas 15.9-15 – Asa convocou uma Assembléia Solene em Jerusalém onde o povo entrou numa aliança para buscar o Senhor Deus de seus pais com todo seu coração e toda sua alma.
e) 2 Crônicas 20.3-13 – Josafá chamou uma Assembléia Solene por todo o Judá e Jerusalém, e o povo jejuou e buscou ao Senhor.

f) 2 Crônicas 23.16 – Jeoiada, numa Assembléia Solene, fez uma aliança entre si, todo o povo e o rei, para que fossem o povo do Senhor. Então procederam a fazer uma limpeza de todo o mal da terra.

g) 2 Crônicas 29.5 em diante – Ezequias e os líderes estabeleceram um decreto que foi circulado extensivamente, exigindo que todo o povo se reunisse para uma Assembléia Solene e a celebração da Páscoa. Quatorze dias inteiros foram dedicados para buscar e adorar ao Senhor.

h) 2 Crônicas 34.31-33 – Josias reuniu o povo numa Assembléia Solene, e entraram numa aliança com o Senhor para andar em todos seus caminhos e cumprir todas as palavras da aliança, escritas no livro.

i) Esdras 6.16-22 – Zorobabel dirigiu o povo numa Assembléia Solene e uma celebração de sete dias da Páscoa, em que se separaram da impureza das nações, e se comprometeram a buscar ao Senhor Deus de Israel.

j) Esdras 8.21-23; 9.5-15 – Esdras proclamou um jejum no Rio Aava, para que todos pudessem se humilhar e buscar ao Senhor. No fim, fizeram uma humilhação pública, e afastaram o pecado de si, através de uma Assembléia Solene.

k) Neemias 8.1 em diante – Uma Assembléia Solene foi realizada na frente da Porta das Águas, onde foi lido o livro da lei de Moisés, hora após hora, e um compromisso foi feito por escrito, de afastar o pecado e buscar ao Senhor com todo seu coração.

l) Joel 1.13; 2.12-17 – Joel chamou uma Assembléia Solene em que todo o povo deveria comparecer, e onde todos deviam voltar ao Senhor com todo seu coração, com jejum, choro e lamentação, e onde deviam rasgar seus corações e não suas vestes.

Considere a situação na época da Assembléia Solene convocada pelo profeta Joel. O povo, como era comum, era culpado de pecado flagrante, que não fora confessado e nem abandonado. Deus os visitou com um juízo corretivo: uma praga de gafanhotos em tal proporção que nada semelhante havia sucedido até então.

"O que ficou do gafanhoto cortador, comeu-o o gafanhoto migrador; o que ficou do gafanhoto migrador, comeu-o o gafanhoto devorador; o que ficou do gafanhoto devorador, comeu-o o gafanhoto destruidor".

Além da terrível praga dos insetos, uma seca cruel afligira a terra. Os ébrios lamentavam porque não tinham vinho novo para beber; os sacerdotes choravam porque a oferta de manjares e a libação foram cortadas da casa do Senhor, os campos estavam arruinados, e a própria terra estava de luto, os lavradores uivavam, os animais gemiam e andavam errantes, pois não havia pasto para eles.

O próprio povo pranteava como virgem cingida de pano de saco pelo marido da sua mocidade.
O profeta anunciou as ordens: “Cingi-vos de pano de saco, e lamentai-vos ó sacerdotes: gemei ministros do altar! Entrai e passai, vestidos de pano de saco, durante a noite, ministros do meu Deus.”

"Santificai um jejum, convocai uma assembléia solene, congregai os anciãos, e todos os moradores desta terra para a casa do Senhor vosso Deus, e clamai ao Senhor". "Tocai a trombeta em Sião, e daí o alarme no meu monte santo! Tremam todos os moradores da terra".

"Ainda assim, agora mesmo diz o Senhor: Voltai para mim de todo o vosso coração, com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes. Voltai para o Senhor vosso Deus".

"Tocai a trombeta em Sião, santificai um jejum, proclamai um dia de assembléia solene. Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, congregai os filhinhos, e os que mamam. Saia o noivo da sua recâmara, e a noiva do seu tálamo. Chorem os sacerdotes, ministros do Senhor, entre o alpendre e o altar, e digam: Poupa a teu povo, ó Senhor, e não entregues a tua herança ao opróbrio, para que as nações façam escárnio dele".

O jejum, clamor, oração de intercessão movem o coração de DEUS, em resposta ao quebrantamento espiritual do povo, promessas foram dadas como encorajamento:

"Então o Senhor teve zelo da sua terra, e se compadeceu do seu povo. O Senhor responderá ao seu povo:

Eu vos envio o trigo, o vinho novo e o azeite, deles sereis fartos, e não vos entregarei mais ao opróbrio entre as nações. Farei o exército do Norte partir para longe de vós e lançá-lo-ei em uma terra seca e deserta, a sua frente para o mar oriental, e a sua retaguarda para o mar ocidental. E subirá o seu mau cheiro, e subirá o seu fedor...".

Em resposta ao arrependimento coletivo do povo através de usar o meio divinamente ordenado da Assembléia Solene, a terra se regozijou e se alegrou. Os pastos do deserto ficaram verdes outra vez.

As árvores e vides deram seu fruto. E o fruto que deram não era um fruto comum, mas um fruto extraordinário, pois Deus aproximou mais os períodos de chuva, e fez com que o sol brilhasse sobre a terra, de tal forma que as eiras se encheram de trigo, e os lagares transbordaram.

Tão grande foi a bênção derramada pelo Deus que se compraz num povo quebrantado e contrito, que ele recuperou a eles os anos perdidos ao grande exército de gafanhotos.

O povo tinha em abundância, e estava satisfeito, louvando o nome do Senhor que operara maravilhosamente com eles. Sabiam que Deus estava no seu meio, que ele era o único Deus, e que não havia nenhum outro!

Encontramos uma oração por avivamento e a promessa de sua ocorrência em Joel 2.28-32; Habacuque 2.14-3.19 e Malaquias 4.

Infelizmente, alguns que se chamam “cristãos” não levam muito a sério este assunto de Assembléia Solene, porque todos os exemplos citados foram do Antigo Testamento. Neste caso, deveriam pensar a respeito de todo o tempo de preparação para o Pentecostes, à luz da Assembléia Solene, vemos que aqueles dias no cenáculo foram de fato uma Assembléia Solene, onde Deus manifestou poderosamente seu Espírito Santo, inaugurando assim a Igreja Neo-Testamentária.

Cada uma das pessoas levantadas por Deus para mobilizar os avivamentos foram antes de tudo grandes guerreiros de Intercessão, Jejum e Oração!

No apogeu de um grande avivamento Jesus aparece e é batizado por João Batista, depois de sair de um longo período de jejum e oração no deserto e ter vencido as tentações do diabo. Escolhe e treina seus discípulos; ascende aos céus, deixando-os na expectativa de receberam a promessa do Espírito (Lc 24.49-53; At 1.1-26).

O poderoso derramamento do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, inaugura o avivamento aquilo que Jesus havia predito (At 2.1-47).  Marca-se, assim, o início de uma nova era na história da redenção. Por três anos Jesus trabalhara na preparação desse dia: – o dia em que a Igreja, discipulada por intermédio de seu exemplo, redimida por seu sangue, garantida por sua ressurreição, sairia em seu nome a proclamar o Evangelho "até os confins da terra" (At 1.8).

O livro de Atos registra a dimensão desse avivamento. Avivamento em Jerusalém, em Samaria, em Antioquia da Síria e em Éfeso. E de lá para cá, são muitos os relatos da obra vivificadora do Espírito Santo na história da igreja, como por exemplo, na Alemanha com a Reforma Protestante do século XVI, na Inglaterra no século XVIII, entre os negros Zulus da África do Sul na década de 60 e na Coréia do Sul nestes últimos tempos, e o mais recente talvez seja o da décata de 90 em Toronto, Canadá.

Nos Estados Unidos, em 1734. Havia uma consciência da necessidade de alcançar os não-crentes e fortalecer os já convertidos.  Jonathan Edwards (1703-1758), com sua simplicidade de vida e muita oração, exerceu grande impacto sobre as pessoas. George Whitefield (1714-1770) foi outro grande avivalista desse período. O resultado do trabalho desses homens foi milhares de conversões e o nascimento de muitas igrejas. Na Nova Inglaterra (EUA), numa população de 300 mil pessoas, houve entre 30 e 40 mil conversões. Houve fortalecimento moral nos lares, fundação de cursos teológicos e de obras sociais.

Já na Europa, várias ondas de grandes avivamentos começaram após a metade do século XVII. Em 1670, na Alemanha, o pastor Philip Spener organizou reuniões para estudo bíblico e oração nas casas. Surgiram obras sociais e um novo vigor espiritual veio sobre a igreja luterana. Fundaram-se muitos campos missionários.

O avivamento dos Morávios iniciou-se em 1727. Começaram a buscar ao Senhor em oração e, de repente, houve um derramar do Espírito sobre a igreja. Havia choro, quebrantamento e manifestações até entre crianças. Os morávios iniciaram um ministério de oração contínua que durou mais de 100 anos, 24 horas de oração diária e ininterrupta.

Na Inglaterra, João Wesley foi o instrumento de Deus para mudar a história da igreja. Homem de oração deu ênfase ao estudo bíblico. Opôs-se ao álcool, à guerra, à escravidão. Houve muitas conversões.
 Já no século XIX alguns homens foram instrumentos de Deus para liderar grandes avivamentos:
Charles G. Finney foi poderoso na Palavra, na oração e no testemunho. Viveu nos Estados Unidos. Sob a influência de sua pregação, igrejas foram renovadas, nasceram novas comunidades, pessoas deixaram vícios, etc.

Charles H. Spurgeon (1834-1892) foi professor de crianças na EBD e viu muitos pais se converterem com o testemunho dos filhos. Spurgeon foi poderoso na pregação. Sinais e prodígios eram comuns em suas reuniões. Esse avivamento iniciou-se na Inglaterra e alcançou outros países.

Dwight L. Moody viveu de 1837 a 1899, nos Estados Unidos da América. Calcula-se que cerca de 500 mil pessoas entregaram-se a Cristo por seu intermédio. Dedicou-se a EBD. Começou com 12 crianças e, em poucos anos, esse número chegou a 12 mil.

Que Deus derrame do seu Espírito sobre nós para que possamos, como igreja e povo brasileiros, experimentar mais uma vez aquele "fogo abrasador" que nos purifica e nos santifica para uma vida cristã de obediência à sua Palavra e somente assim transformarmos nossa sociedade tão corrompida pelo pecado.

Desafio: Deus está levantando uma geração de cristãos verdadeiramente comprometidos com o evangelho. Um comprometimento radical, um concerto profundo, uma vida no altar, semelhante ao que aconteceu na vida de cada personagem bíblico analisado neste capítulo: - Você esta disposto a ser um Agente Mobilizador de Avivamento em sua comunidade? Você esta disposto a correr riscos, se expor, denunciar o pecado, derrubar os postes ídolos em sua vida? E em sua igreja? E cidade?

Lembre-se de Marcos 10:30: "que não receba, já no presente, o cêntuplo de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e, no mundo por vir, a vida eterna" e 2 Timóteo 3:12:  "Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos".

Caso a resposta seja sim, comece agora mesmo a jejuar, orar e a interceder!

Jelson Becker é pastor. Reside atualmente em Recife-PE, onde desenvolve a base do ministério Avivamento Extravagante. Ministra em média 35 mil pessoas ao ano em seminários e encontros no Brasil e no exterior. Entre os temas abordados, estão: ativação de dons espirituais, princípios de transferência de unção, adoração profética, princípios que antecedem o avivamento, espíritos aprisionados e como implantar uma equipe de profetas intercessores em sua igreja. Lidera a Escola de Ativação Profética em Recife com o apoio de tele-salas de aula, que objetivam ensinar o evangelismo profético a igrejas no mundo.

http://guiame.com.br/v4/67639-1598-Hist-ria-dos-Avivamentos-Espirituais.html

Contato:

quarta-feira, 27 de julho de 2011


"A maior necessidade de nossos dias é poder do alto." - Charles Finney
 
"O milagre do avivamento é bem semelhante ao de uma colheita de trigo. Ele desce do céu quando crentes heróicos entram na batalha decididos a vencer ou morrer - e, se for necessário, vencer e morrer. 'O reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele.'" - Charles Finney
(Citações do livro "Por que tarda o pleno avivamento" por Leonard Ravenhill)
 
Charles Grandison Finney nasceu no dia 29 de agosto de 1792, um ano após o falecimento do John Wesley, na cidade de Warren, no estado de Connecticut, EUA. A sua família não era religiosa, e o jovem Finney foi criado sem nenhuma formação cristã. Aos 26 anos ele começou a trabalhar num escritório de advocacia na cidade de Adams, e freqüentou uma igreja, apesar de achar que as orações daqueles crentes não estavam sendo respondidas. 

No dia 10 de outubro de 1821, enquanto ele orava sozinho num matagal, Finney experimentou uma poderosa conversão. Mais tarde no mesmo dia, ele foi batizado no Espírito Santo, numa experiência que ele relatou na sua autobiografia: 

Mas assim que me virei para me sentar perto do fogo, um poderoso batismo do Espírito Santo caiu sobre mim inesperadamente. Nada esperava, tudo desconhecia daquilo que se estaria passando comigo. Nunca havia sequer imaginado que tal coisa existisse para mim, nunca me recordo de alguma vez haver ouvido uma pequena coisa sobre tal coisa. Foi de todo uma coisa absolutamente inesperada. O Espírito Santo desceu sobre mim de maneira que mais me parecia trespassar-me e atravessar-me de todos os lados, tanto física como espiritualmente. Mais me parecia uma corrente eletrificada de ondas de amor. Passavam em e por mim, atravessando-me todo. Mais me pareciam ondas e ondas de amor em forma líquida, uma torrente de vida e amor, pois não acho outra maneira de descrever tudo aquilo que se passou comigo. 


Parecia-me o próprio sopro de vida vindo de Deus. Lembro-me distintamente que me parecia que esse amor soprava sobre mim, como com grandes asas. 
Não existem palavras que possam sequer descrever com a preciosidade e com a quantidade de amor que fora derramado em meu coração. Eu chorava de alegria profunda, urrava de amor e alegria! O meu coração muito dificilmente teria como se poder expressar de outra forma. Aquelas ondas sem fim passavam por mim, em mim, através de todo o meu ser. Recordo-me apenas de exclamar em alta voz que pereceria de amor se aquilo continuasse assim por muito mais tempo. Mas mesmo que morresse, não tinha qualquer receio de qualquer morte em mim presente. Quanto tempo permaneci neste estado de coisas, não sei precisar. Mas sei que muito tarde um membro do coro da igreja entrou nos escritórios para me encontrar naquele estado de coisas. Eu era então líder do coro e ele viera falar comigo sobre algo. Ele era um membro da igreja. Entrou e achou-me naquele estado de espírito de choro e lágrimas. Perguntou-me logo se estava bem. "Sr. Finney, o que se passa com o senhor?" Não conseguia responder-lhe uma palavra nesse preciso momento. Perguntou-me se estava com dores ou algo assim. Recolhi todo o meu ser o mais que pude e disse-lhe que não tinha qualquer dor, mas que estava tão feliz que não conseguia viver. 
Ele esgueirou-se rapidamente e saiu dali. Voltou com um dos presbíteros da igreja. Ele era um homem de feições muito sérias. Sempre que estava em minha presença, mantinha-se em vigilância absoluta, resguardando-se a ele próprio de mim. Nunca o havia visto rir-se sobre algo. Quando entrou, perguntou-me como me estaria a sentir. Comecei por lhe contar. Mas em vez de me dizer alguma coisa, deu-lhe um ataque de riso tão grande que não tinha como impedir de se rir muito à gargalhada e bem alto do fundo do seu coração! 
A notícia da conversão de Finney espalhou-se rapidamente na cidade, e na noite seguinte ele deu seu testemunho na igreja, começando assim um avivamento naquela cidade: 

De qualquer modo, todos foram direitos ao local das ditas reuniões de oração. Eu também me dirigi para lá de imediato. O pastor da igreja estava lá, tal como praticamente todas as pessoas da vila. Ninguém parecia com disposição para empreender a abertura da reunião. A casa estava repleta e ninguém mais cabia lá. Não esperei que alguém me convidasse para discursar e comecei desde logo a falar. Comecei por dizer que agora sabia que a religião era vinda de Deus pessoalmente... 
Eu nunca havia orado em público. Mas logo o Sr. Gale [o pastor da igreja] tratou de remediar a questão, assim que terminara o seu discurso. Ele chamou-me a orar, o que fiz com grande liberdade de espírito e com largueza e abertura de coração. Aquela noite obtivemos uma reunião improvisada ímpar e bela. E a partir dali, não houve noite sem reunião de oração e isso durante muito tempo depois. A obra de Deus espalhava-se para todos os cantos e direções. 
Finney começou reuniões de oração com os jovens da igreja, e todos foram convertidos. Depois ele foi visitar seus pais, e ambos foram tocados poderosamente por Cristo. Finney continuou tendo experiências poderosas e sobrenaturais com Deus, e passou a gastar muito tempo a sós com Ele em oração e jejum. Ele começou a pregar, primeiro nas pequenas cidades e aldeias, e depois nos grandes metrópoles, e muitos foram poderosamente convertidos. 
Ele entendeu a necessidade de comunicar o evangelho com simplicidade, usando ilustrações e linguagem apropriadas ao povo. Seu estilo de pregação atraiu muito oposição dos outros ministros: 

Antes mesmo de me haver convertido, eu tinha em mim uma tendência distinta desta. Eu aprendia a escrever e falar com linguagem muito ornamentada. Mas quando comecei por pregar o evangelho de Cristo, a minha mente apoderou-se duma certa ansiedade em ser entendido por todos os que me tivessem como ouvir. Era urgente e expediente ser bem entendido. Estudei vigorosamente para encontrar e descobrir meios de persuasão que não fossem nem vulgares nem vulgarizados, mas também os quais fossem bem assimilados e que explanassem todos os meus pensamentos com a maior das simplicidades de linguagem, pois o alvo era ser entendido, salvar e não aceite pela opinião publica. Esta maneira de ser e estar no púlpito era opostamente agressiva à idéia comum entre o meio ministerial e as noções da altura, pois não aceitavam esta nova maneira de empreender e viver as verdades. A respeito das muitas ilustrações das quais fazia uso, muitos me perguntariam: "Porque não ilustra as coisas através dos eventos histórico-sociais duma maneira mais dignificante?" Ao que eu respondia sempre que quando trazia uma ilustração que ocupava as mentes das pessoas, então elas nunca davam nem a devida atenção, nem a importância à verdade que essas ilustrações pretendiam encerar e implantar nos corações e nas vidas pessoais de cada um que me ouvia. Eu não tinha como objectivo que se lembrassem da ilustração nem de mim, mas sim da verdade da ilustração contida em si e em mim. 
Numa vila perto da cidade de Antwerp Finney pregou ao povo reunido na escola, e sua pregação foi interrompida por um grande mover do Espírito Santo:
Falei-lhes durante algum tempo, mas quinze minutos depois de estar a falar sobre a sua responsabilidade pessoal diante de Deus, constrangendo-os ao arrependimento, de repente uma seriedade abismal apoderou-se daqueles rostos antes irados, uma solenidade fora do vulgar. Logo de seguida todas as pessoas começaram a cair nos seus joelhos, em todas as direções como que caindo dos seus assentos, clamando por misericórdia a Deus. Caso tivesse uma espada em minha mão, nada de igual havia de conseguir com efeitos parecidos e tão devastadores. Parecia que toda a congregação estava ou de joelhos, ou prostrados com o nariz no chão gritando por misericórdia logo ali. Numa questão de dois minutos toda aquela congregação estaria de joelhos a clamar. Cada um orava por si próprio, aqueles que tinham como falar.
É obvio que tive de parar com a pregação, já que ninguém me prestava mais atenção. Eu olhei e vi aquele velhinho que me endereçou o convite para pregar ali, sentado a meio da sala, olhando à sua volta muito perplexo, muito atônito com tudo aquilo. Levantei a minha voz muito alto, quase gritando, para que me ouvisse e perguntei-lhe se sabia orar. Ele de imediato caiu de joelhos e implorou por aquelas almas em agonia, entre a vida eterna e a morte. A sua voz era forte e todo o seu coração estava sendo derramado diante do Criador do mundo. 
Ninguém o ouvia, ninguém ali prestava qualquer atenção às suas palavras. Logo comecei a falar com algumas pessoas que clamavam assustadamente a Deus, para que me ouvissem e prestassem atenção. Eu dizia: "Olhem, ainda não estão no inferno! Deixem-me assinalar-vos o caminho para Cristo!" Por alguns instantes eu queria trazer-lhes o evangelho, mas não conseguia a sua atenção sequer. Todo o meu coração palpitava e exultava de tal modo que me controlei com muito custo para não gritar de alegria por toda aquela visão celestial, dando glória a Deus. Assim que tive como controlar meus sentimentos, debrucei-me diante dum jovem que estava ali perto e muito atarefado a orar por ele mesmo. Pus minha mão suavemente em seu ombro, atraindo a sua atenção e pregando-lhe Jesus ao ouvido em sussurro. Assim que captei a flecti a sua atenção para a cruz de Cristo, ele creu, acalmou-se, aquietando-se estranhamente pensativo durante um minuto ou dois, para logo de seguida irromper numa oração dedicada por todos aqueles aflitos, ali mesmo. Fiz o mesmo com um e outro com os mesmos resultados. Depois mais um e mais outro até que chegou a hora em que eu haveria de sair dali para cumprir com um outro compromisso na vila. 
A 5 de outubro de 1824, Finney casou-se com Lydia. Ele a deixou para ir buscar seus pertences em Evan Mills, esperando estar de volta em uma semana. No outono anterior, Finney pregara várias vezes em Perch River. Um mensageiro foi procurá-lo, pedindo para pregar mais uma vez em Perch River porque Deus estava dando um reavivamento. Finney prometeu visitá-los na noite de terça-feira. Deus operou tão poderosamente que Finney prometeu outro culto na noite de quarta-feira, depois na de quinta, e outros mais... 
O reavivamento estendeu-se até uma grande cidade chamada Brownsville. O povo dali insistiu para que Finney passasse o inverno. No começo da primavera, Finney preparou-se para voltar para a esposa. Ele teve de parar para ferrar o cavalo em Rayville. As pessoas o reconheceram e correram ao seu encontro, insistindo para que pregasse pelo menos uma vez ali. Finney anunciou então uma reunião à uma hora da tarde. Uma multidão se formou ao seu redor. O Espírito Santo veio em poder e eles suplicaram que Finney passasse a noite na cidade. Ele pregou naquela noite e o fogo de reavivamento continuou queimando. Pregou então na manhã seguinte e teve de permanecer mais uma noite, já que Deus estava operando tão profundamente. Finney pediu a um irmão cristão que levasse seu cavalo e trenó à sua esposa e lhe contasse os fatos. Eles estivam separados há seis meses. Finney continuou pregando em Rayville mais algumas semanas e a maioria do povo se converteu.
Wesley L. Duewel - O Fogo do Reavivamento
 
Até sua morte em 16 de agosto de 1875, aos 82 anos, Finney continuou sendo usado por Deus como um poderoso instrumento de avivamento nos Estados Unidos e na Inglaterra. De 1851 a 1866 ele foi diretor do Oberlin College, onde ele ensinou 20 mil estudantes. 

No seu livro 'O Fogo de Reavivamento', Wesley Duewel conta sobre um avivamento que aconteceu numa escola secundária, provavelmente em 1831:
Um cético tinha uma grande escola secundária em Rochester. Inúmeros estudantes foram às reuniões de Finney e ficaram profundamente convencidos de sua necessidade de Cristo. Certa manhã depois de as reuniões terem continuados por duas semanas, o diretor encontrou tantos alunos chorando por causa dos seus pecados que mandou buscar Finney para instruí-las. Finney atendeu e o diretor e quase todos os alunos foram convertidos. Mais de quarenta estudantes do sexo masculino e vários do sexo feminino vieram a tornar-se mais tarde ministros e missionários. 
E falando sobre este avivamento na cidade de Rochester, Wesley Duewel resumo: 
Anos mais tarde, o Dr Henry Ward Beecher, ao comentar esse poderoso reavivamento e seus resultados, declarou: "Essa foi a maior obra de Deus e o maior reavivamento da religião que o mundo já viu em prazo tão curto. Calcula-se que cem mil indivíduos se uniram às igrejas como resultado desse enorme reavivamento." No período entre 1831 e 1835, mais de 200.000 foram convertidos. 
De acordo com o promotor de Rochester, o avivamento naquela cidade resultou numa diminuição de dois terços na índice de criminalidade, mesmo com a população da cidade triplicando depois do avivamento. 

Finney foi instrumental no grande avivamento de 1857 a 1858 dos 'grupos de oração', que espalhou-se por dez mil cidades e municípios, resultando na conversão de pelo menos um milhão de pessoas. Somente entre janeiro e abril de 1858, cem mil pessoas foram salvas nestas reuniões de oração ao meio-dia. 

Observação: Temos sermões do Finney em nossa comunidade online.


Pr Paul David Cull
Ministério Avivamento Já

http://www.avivamentoja.com/pmwiki.php?n=Passado.Finney 

terça-feira, 26 de julho de 2011

Pr. Abel Amaral Camargo REMEMORANDO ALGUNS FATOS DO SEU MINISTÉRIO, COMO PASTOR EVANGÉLICO NA CIDADE DE ASSIS.

Pr. Abel Amaral Camargo


REMEMORANDO ALGUNS FATOS DO SEU MINISTÉRIO, COMO PASTOR EVANGÉLICO NA CIDADE DE ASSIS.

Ordenado Pastor no ano de 1.953, pelo Presbitério Sul de São Paulo da IPI do Brasil, teve como primeiro campo a cidade de Porto Feliz-SP, onde permaneceu até 1.961. Transferiu-se para a cidade de Assis em 1.962 a convite do Presbitério da Alta Sorocabana para assumir a 1ª Igreja Presbiteriana Independente de Assis, como pastor auxiliar, ao lado do Reverendo Azor Etz Rodrigues. Atuou no vasto campo de Assis e região, realizando um trabalho honrado e eficiente. Como pastor titular, deixou uma importante contribuição na construção do atual Templo da 1ª Igreja Presbiteriana Independente, sito a Avenida 9 de julho, 499, outras congregações que são hoje Igrejas organizadas.

Em 1972, com o surgimento da Obra de Renovação Espiritual, foi um dos fundadores da Igreja Presbiteriana Renovada, que teve o início de suas atividades na cidade de Assis. Em 1.975, com a organização da igreja, foi eleito Presidente Nacional durante 14 anos, sendo sucedido pelo  Pr. Dr. Jamil Josepetti.

Como pastor efetivo da Igreja Presbiteriana Renovada em Assis até o ano de 1.986, levantou o primeiro Templo, hoje situado na Travessa Mauá, nº 48. Durante vários anos esteve à frente do programa radiofônico "À HORA DA DECISÃO", transmitido diariamente na Radio Cultura, com enorme audiência na cidade de Assis e região. No ano de 1.987, transferiu-se para Presidente Prudente-SP, devido às funções do cargo assumido como Presidente da igreja, que no biênio 87/88 passa a ser por tempo integral.

Com uma rápida passagem pela IPR de Arapongas-PR no ano de 1.992, retornou para Assis, fixando novamente aqui sua moradia.

O Pr. Abel amava muito o povo de Assis, onde conquistou muitos amigos. Mesmo aposentado, tinha muita energia física e espiritual, tal era o seu amor pela obra de Deus. Sentia-se muito feliz quando colegas o procuravam a convite de trabalho e pregações em suas igrejas. Recebia muitas pessoas em seu escritório pastoral, para aconselhamento, solução de problemas e oração. Gostava de escrever. Redigiu muitos artigos, lições para estudos bíblicos e doutrinários, alem de originais de três livros a serem publicados.

Esses fatos resumem parte do seu trabalho na sua querida cidade de Assis.

No dia 22 de setembro de 1.995, Deus o chamou para a morada eterna.

GRATIDÃO: Queremos externar ao vereador José Alves Ferreira (Marcelo), bem como aos seus colegas da Câmara Municipal de Assis, nossa profunda e sincera gratidão pela apresentação e aprovação unânime do Projeto de Lei em 13/10/98 que concede a uma das ruas da cidade de Assis o nome do nosso querido Pastor Abel Amaral Camargo. Para nós foi um gesto muito amável. O nosso Muito Obrigado!

Profª. Jacy de Almeida Camargo, filhos e família.

Assis, 19 de Março de 1.999
--
http://aamaralcamargo.blogspot.com/2009/08/pr-abel-amaral-camargo.html

Pr. Enéas Tognini comemora 97 anos de vida na Igreja Batista do Povo

Um líder brasileiro que influenciou e formou líderes de diversas denominações da igreja evangélica no Brasil, filho de imigrantes italianos, paulista de Avaré, casado com dona Élia e pai de três filhas, o pastor Enéas Tognini teve na experiência pentecostal o marco decisivo de sua longa trajetória na obra de Deus. Ex-professor e diretor de diversas escolas teológicas, ele abandonou tudo e, a partir de 1965, embrenhou-se pelo país levando consigo o fogo do Espírito Santo.

O ministério itinerante foi interrompido em 1981, quando Tognini fundou a Igreja Batista do Povo, em São Paulo, da qual é vice-presidente. Ele presidiu a CBN (Convenção Batista Nacional) por anos a fio e, ainda hoje, com seus 97 anos, é um dos líderes evangélicos mais atuantes do país. E foi para comemorar e agradecer a Deus pela linda trajetória de Enéas que mais de 700 pessoas lotaram a igreja Batista do Povo, nesta segunda-feira (18/04), em São Paulo.

Líderes batistas, assembleianos, presbiterianos, metodistas, entre outros, reuniram-se para prestar as homenagens ao pastor. “Para nós é um motivo de muita honra homenagear Enéas Tognini, honramos o senhor e sentimos muito apreço por sua vida. Somos agraciados e presenteados por Deus por conviver com o pastor” disse o Pr. Robson Junior, secretário executivo da Convenção Batista Nacional.

O pastor titular e sucessor de Enéas Tognini na Igreja Batista do Povo, Pr. Jonas Neves, relembrou do seu primeiro encontro com Enéas. “Quando eu conheci o pastor Enéas tinha uns 19 anos de idade. Deixei minha cidade em Maringá e fui para Belo Horizonte estudar teologia, minha primeira aula foi de geografia da bíblia e ele metia um medo enorme na gente. Quando ele abria o portão e entrava parecia que o chão tremia” conta Neves.

A frente da Igreja Batista do Povo nos últimos 11 anos, o pastor Jonas, fica feliz por fazer parte da comemoração de mais um ano de vida de Tognini. “Sempre tivemos um misto de simpatia, temor, respeito e admiração pelo exemplo de vida e ministério do pastor Enéas, eu de fato não poderia imaginar que um dia herdaria a filha que ele gerou: que é a igreja Batista do Povo” comemora.
Além de comemorar seus 97 anos, Tognini festeja 70 anos de vida ministerial.

“Enquanto Deus continuar me abençoando com saúde e força, continuarei pregando. Agora estou ficando velho, mais ainda sou um pregador” brincou Enéas.

30 anos de história

O culto também festejou os 30 anos de história da Igreja Batista do Povo. O projeto iniciado em 1981 pelo Pastor Enéas Tognini começou com apenas 14 membros e passou por grandes desafios. “Não tínhamos um tostão para fazer nada, fizemos tudo pela fé.” relembra Tognini.

Enquanto esteve à frente da igreja, além de diversos ministérios, o Pr. Enéas plantou cinco congregações, que hoje ainda existem, como igrejas independentes: São José dos Campos, Vila Pauliceia, em São Bernardo do Campo; Diadema, Jardim São Paulo e Vila Granado.

Em 1999, após mais de seis anos orando, o pastor Jonas Neves aceitou o convite de Enéas e assumiu o comando da igreja Batista do Povo que a cada dia vem conquistando um crescimento maduro e contínuo.

Para celebrar ao Senhor pelos seus feitos, a igreja convidou o pastor Harvey Carey, da Citadel of Faith Covenant Church, em Detroit, nos Estados Unidos, para ministrar à vida de seus membros e visitantes.

Em sua preleção, o pastor de uma das igrejas de maior crescimento espiritual da América, desafiou a todos a se preocupar com os que ainda se encontram perdido e longe da mensagem de Deus.

Por Pollyanna Mattos
Fonte: www.guiame.com.br

A Paixão de Cristo e A Paixão dos Homens

Pr. Rosivaldo de Araújo
O primeiro instrumento de tortura ao qual submeteram Jesus foi uma coroa de espinhos.Múltiplos espinhos que lhe cravaram o crânio. Como se os homens estivessem a dizer-lhe:

- Não queremos as Tuas ideias mirabolantes de reino dos céus. Nós estamos na terra; já chega de alucinações e fantasias. Queremos ficar aqui mesmo.

Quando esbofeteavam atingindo a sua boca era como se estivessem a impor-lhe silêncio dizendo-lhe: 

– Não queremos Tuas bem–aventuranças, nem tuas bênçãos; nem de tuas histórias de carochinhas.Já chega de tantas palavras que nada trazem de concreto para esta vida. Não acreditamos em tuas promessas de riquezas futuras, de glórias após a morte. Somos suficientemente adultos para sermos iludidos. Não precisamos de sonhos, queremos realidade.

Ao cravarem as suas mãos estendidas na cruz, estavam a dizer-lhe:

– Não precisamos de Tuas obras. Basta de demagogias, procedentes de Belzebu. Já chega de embustes. Necessitamos de realidades, da ciência. Mas foram aquelas mãos que tocaram os enfermos e eles foram curados, a filha de Jairo ressuscitada pelo toque sagrado de Seus dedos. Foram elas que multiplicaram os pães para alimentar os cinco mil homens e igualmente se estenderam para salvar Pedro quando naufragava no abismo do mar; que tocaram os olhos dos cegos e os fez ver.

Depois cravaram-lhe os pés no mesmo madeiro deixando-lhe um recado:

– Não queremos Te seguir, nem caminhar nos Teus passos. Só os idiotas e ignorantes se deixarão persuadir por essa história de que: “Quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”. Deixe-nos ficar aqui mesmo. Se isto aqui são trevas preferimos continuar nelas. Não queremos ser Teus discípulos nem seguir neste Teu caminho. Não somos perfeitos mesmo e as trevas nos ajudam a encobrir nossas falhas. Siga sozinho o seu “caminho de luz”. Deixe-nos em paz.

E depois que as últimas marteladas fixaram aqueles pés na cruz exclamaram:

– Agora queremos ver você sair por aí caminhando por aldeias e cidades iludindo o povo!

Por fim quando já o corpo inerte, pálido, com a cabeça pendente sobre o ombro, a lança do soldado romano aponta para o coração e num golpe violento o dilacera saindo dele água e sangue como que a dizer:

– Fique com o seu amor para si, não necessitamos dele, nem de Sua compaixão. Somos os senhores do mundo, sabemos o que queremos e para onde vamos. Não precisamos de líderes fracos, emotivos, dramáticos e lânguidos contadores de histórias. Queremos líderes destemidos, fortes, firmes, dominadores implacáveis com os inimigos que nos garanta a vitória e nos traga segurança a todo o império. Que governe com cetro de ferro. Este já temos, César. Apreciamos homens como Barrabás que não choram, nem se rendem, que morrem sorrindo, firmes, desafiando e amaldiçoando seus algozes. Gostamos de homens assim.

Enquanto isto, ao lado direito da cruz de Cristo, um homem mau, crucificado com ele, encerrava sua carreira de crimes e se rendia ao divino Rei dizendo-lhe:

– Eu sou pecador. Mereço a penalidade que estou recebendo, mas este aí é o Rei do bem, o Senhor do mundo da luz e do reino do amor.

Olhando para ele confessou:

– Eu creio. Reconheço Tua realeza e Santidade perfeita. Eu quero o Teu perdão, o Teu amor e suplico-te uma migalha da Tua graça ao entrares no Teu reino...

Lembra-te de mim!

Recebeu o passaporte para entrar naquele mesmo dia no paraíso e para lá foi junto com Ele– Seu novo amigo, seu Salvador.

Durante toda a batalha do Calvário Ele, Jesus, manteve-se duro como diamante para com o mal – o Império das Trevas – mas maleável como o ouro para com os penitentes.

Quando viram jorrar o sangue carmesim bradaram:

– Tu não és rei coisa nenhuma. Não possuis o sangue azul da nobreza! És plebeu como estes marginais que te cercam. És vulgar igual a eles.

Não poderia de fato ser azul o Seu sangue, mas, carmesim como o sangue de um cordeiro puro e imaculado – “O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo. 1.29). 

Quando porém esse sangue caiu sobre a terra, “a terra estremeceu; as rochas se partiram; os túmulos se abriram e muitos corpos dos santos ressuscitaram” (Mt. 27.51,52). A terra nunca dantes recebera um sangue de tal quilate! 

Quando este sangue atingiu o inferno, suas portas se despedaçaram, os grilhões da morte se partiram e foi proclamado “liberdade aos cativos e abertura de prisão aos presos” (Lc. 4.18) e em todo o universo se ouviu:

– “Onde está, ó morte a tua vitória? Onde está, ó inferno o teu galardão? Porque o aguilhão da morte é o pecado e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo!” (I Cor. 15.55,56).


Pr. Rosivaldo de Araújo

O pastor Rosivaldo de Araújo atua no ministério desde o início da década de 60. Pastor em diferentes igrejas de norte a sul do país, sendo um dos pioneiros do Movimento de Renovação Espiritual no Nordeste, que surgiu quando pastoreava a 2ª Igreja Batista de Casa Amarela, onde, também,compôs o hino "Obra Santa do Espírito". Deus também o usou de maneira significativa para a formação e consolidação da Denominação Batista Nacional, onde exerceu funções de Secretário Geral, Presidente e Conferencista Nacional. Criou e dirigiu a Albama (Aliança Batista Missionária da Amazônia), fundou instituições teológicas, como o Seminário Teológico Batista Nacional no Recife– STEBAN e o Centro de Treinamento de Obreiros para a Amazônia – CENTROAM, em Belém/PA, também esteve à frente do STEB – Seminário Teológico Evangélico do Brasil, em Belo Horizonte. Hoje atua como professor em algumas instituições teológicas do Brasil. Compõem o corpo pastoral da Igr. Bat. de Vilas do Atlântico e pastos Conselheiro da Igr. Bat. Miss. da Independência, ambas em Salvador/BA. É presidente do Ministério Obra Santa. É bacharel em teologia pelo Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil em Recife/PE. Além de ser o autor de diversas obras, entre elas, "Surge um novo Deus e um novo povo", "O fim virá", "Mais que caráter," "Com quem devem se casar as filhas de Zelofaade?" e o lançado mais recentemente, "O Alvo Supremo do Cristianismo". É casado com Miriam A. de Araújo com quem tem seis filhos, todos no evangelho.

Hino Obra Santa - Pr. Rosivaldo

Foto ao lado do Pastor Rosivaldo recebendo merecida homenagem.

O Pastor Rosivaldo de Araújo é autor do Hino Obra Santa, um dos marcos do movimento de Renovação Espiritual iniciado no Brasil na década de 1960. É o hino oficial de muitas denominações como a Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil.



Informações sobre o Pr Rosivaldo 
 
O pastor Rosivaldo de Araújo atua no ministério desde o início da década de 60. Sua vida ministerial é intensa: Pastor em diferentes igrejas de norte a sul do país, sendo um dos pioneiros do Movimento de Renovação Espiritual no Nordeste, que surgiu quando pastoreava a 2ª Igreja Batista de Casa Amarela, onde, também, compôs o hino Obra Santa do Espírito. Deus também o usou de maneira significativa para a formação e consolidação da Denominação Batista Nacional, onde exerceu funções de Secretário Geral, Presidente e Conferencista Nacional. Criou e dirigiu a Albama (Aliança Batista Missionária da Amazônia), fundou instituições teológicas, como o Seminário Teológico Batista Nacional no Recife – STEBAN e o Centro de Treinamento de Obreiros para a Amazônia – CENTROAM, em Belém/PA, também esteve a frente do STEB – Seminário Teológico Evangélico do Brasil, em Belo Horizonte.

E ainda atua como professor em algumas instituições teológicas no Brasil como palestrante e escritor. Compõe o corpo pastoral da Igr. Batista de Vilas do Atlântico e pastor Conselheiro da Igr. Bat. Missionária da Independência, ambas em Salvador/BA. É presidente do Ministério Obra Santa – entidade de cunho teológico para a promoção de cursos, seminários e publicações.

    É Bacharel em teologia pelo Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil e Mestre em Divindade pelo Seminário Fater, também, no Recife/PE. É casado com Miriam A.de Araújo com quem tem seis filhos, todos no evangelho.

    É autor das seguintes obras: “Natal: Celebração Cristã ou Festa Pagã?” (Ed. Candeia), “O Grande Júri do Apocalipse” (Ed. Lerban) e “O Fim Virá” (Ed. Obra Santa), “Com Quem Devem se Casar as Filhas de Zelofaade? (Ed. Obra Santa), “Mais Que Caráter” (Ed. Obra Santa), “Surge Um Novo Deus e Um Novo Povo” (Ed. Obra Santa).


Letra:-

Obra Santa

Obra Santa do Espírito
Esta causa é do Senhor.
Como um vento impetuoso
Como fogo abrasador
Estamos sobre terra santa
Reverente e muito amor
Esta hora é decisiva
Vigilante e de temor.

Ninguém detém! É obra santa (bis)
Nem satã, nem o mundo todo
Pode apagar esse ardor.
Ninguém detém! É obra santa!
Esta causa é do Senhor.

Eis o Noivo vem chegando,
Espalhando suave amor;
Já se sente o perfume
Da unção do salvador!
E a Noiva ataviada
De pureza e esplendor,
Aguardando entrar nas bodas
Pra reinar com seu Senhor.

Em meu peito renovado,
Arde o fogo do Senhor!
É a benção do Espírito,
Nos enchendo de fervor.
E Jesus está salvando,
Apagando toda a dor,
No Espírito batizando,
Pois da vida Ele é Senhor.